Veganismo e vegetarianismo: saiba a diferença.

10.05.2022

Provavelmente você já deve ter ouvido falar sobre os termos vegetarianismo e veganismo, mas você sabe a diferença entre eles?


Ao contrário do que muitos pensam, ter uma alimentação livre de consumo animal não é algo novo. Desde o tempo da Grécia Antiga, a dieta sem consumo de carne já era defendida, isso, pois muitos acreditavam que os animais possuíam alma. Algumas religiões, por exemplo o budismo, partem de uma premissa parecida com essa.

Entretanto, apesar de ter suas raízes fincadas em saberes milenares, nos últimos anos esses estilos de alimentação vêm crescendo de forma exponencial. Um dos fatores? A preocupação com o bem-estar dos animais. Devido o crescente e facilitado acesso a todo tipo de informações, a exploração e crueldade sofridas por animais em todo o mundo ficou muito mais exposta, por isso, muitas pessoas se sensibilizaram e se tornaram adeptas ao veganismo e ao vegetarianismo.

Contudo, ainda existe muita confusão entre os dois estilos e sobre as suas diferenças. Essa confusão faz com que muitas pessoas acreditem que ser vegano ou vegetariano seja a mesma coisa. E não é bem assim!

Sabendo que você pode ter chegado até aqui para tirar suas dúvidas sobre o assunto, preparamos esse artigo para você. Aqui, você vai conhecer mais sobre o mundo do veganismo e vegetarianismo.

Confira!

Veganismo

Segundo a definição da The Vegan Society (a primeira ONG vegana no mundo), o veganismo é um estilo de vida que busca excluir, na medida do possível, todas as formas de exploração e crueldade contra os animais. Sendo assim, uma pessoa vegana não consome nenhum tipo de produto de origem animal, seja na alimentação, no vestuário, etc.

Destacamos que, na parte da alimentação, derivados também não são consumidos, como por exemplo, queijos, leites e mel. 

Veja que, a questão sobre esse estilo não está relacionada a busca ou não de uma saúde melhor para si. Ela está na filosofia do veganismo que prega a “igualdade” entre humanos e animais. Nela, acredita-se que todos os seres são sensíveis e conscientes. Por tudo isso, é considerado aí, injusto utilizar animais para atender às suas necessidades, ou ainda, fazer com que eles vivam segundo os caprichos humanos.

Seguindo o raciocínio, um dos princípios é não financiar o sofrimento e o maltrato animal, independente de qualquer espécie. Nesse sentido, a maior preocupação e prioridade é o bem-estar animal.

Em suma, além de não consumir produtos de origem animal, os veganos também não consomem produtos testados em animais, entre eles, medicamentos e cosméticos.

Outra característica de destaque está nos locais excluídos nos roteiros de lazer dos veganos. Aqueles que seguem 100% essa filosofia não frequentam zoológico, parques, circos etc., por serem contra a exploração e a utilização de animais como entretenimento. Além disso, esse grupo não compactua com a venda e compra de animais, como por exemplo, a compra de filhotes de gatos e cachorros.

Entre outras coisas, há também a preocupação com o meio ambiente, já que, devido aos grandes índices de desmatamento e esgotamento causados pelos setores da pecuária, agricultura e mineração, a vida como um todo, é colocada em desequilíbrio e risco.  

Como podemos ver, o veganismo vai muito além do “não consumir produtos de origem animal”. Ele é mais que uma escolha individual, ele é um ato ativista que visa a qualidade de vida, respeitando todos os seres e o meio ambiente.

Vegetarianismo

Segundo a SVB (Sociedade Vegetariana Brasileira), o vegetarianismo é o regime alimentar que exclui os produtos de origem animal, ou seja, a sua dieta é baseada em uma alimentação sem consumo de carne de qualquer tipo.

Os motivos para uma pessoa se tornar vegetariana podem ser diversos. Alguns deles são:

  • Saúde: Muitas pessoas seguem estudos que apontam que uma alimentação com maior consumo de alimentos vindos do reino vegetal e restrição a produtos do reino animal, surtem efeitos positivos na saúde;
  • Meio ambiente: Outras, são conscientes e sensíveis às causas ambientais, por isso, param de consumir os alimentos de origem animal que se relacionem a grandes causas de desmatamento, erosão do solo poluição das águas e assim por diante;
  • Religioso: Ao fim, muitas religiões são adeptas ao vegetarianismo. Por exemplo, os adventistas que seguem algumas instruções da bíblia cristã.

Entretanto, diferente do veganismo, na dieta vegetariana, caso a pessoa queira, são permitidos alguns derivados, como ovos e laticínios. Por esse motivo, dentro do vegetarianismo existem classificações. Você sabia disso?

Se não sabia, não se preocupe! Vamos explicar elas aqui para você.

Vamos lá?

Tipos de vegetarianismo

Ovolactovegetarianismo

Nesse tipo, há o consumo de ovos e laticínios. A sua restrição é sobre todos os tipos de carnes “apenas”. 

Aqui, o consumo dos produtos não precisa necessariamente ser in natura, ele é feito também através de outros alimentos, por exemplo, bolos, recheios, e outros preparados que levam ovos, leites, queijos, manteigas etc. 

Esse estilo costuma ser o tipo mais comum de vegetarianismo. Os adeptos à ele geralmente o são por questões ambientais ou de saúde.

Lactovegetarianismo

Nesta dieta, além de não consumirem nenhum tipo de carne, o ovo também é excluído de sua alimentação, entretanto leite e seus derivados continuam sendo consumidos. É comum esse tipo de dieta estar ligada a questões religiosas, como no hinduísmo, entretanto, ela está ganhando mais adeptos mesmo fora do campo movido por questões religiosas.

Ovovegetarianismo

Além de não consumirem carne, aqui, o leite e seus derivados também são excluídos. Porém, o ovo está liberado.

Sendo assim, essa dieta é baseada em ovos e vegetais. 

Como uma das intenções é proteger os animais, muitos compram ovos não fertilizados e oriundos de galinhas criadas de forma livre, com boa qualidade de vida e com a alimentação adequada.

Estrito 

Quem é adepto ao vegetarianismo estrito não consome nenhum tipo de alimento que seja de origem animal. Dessa forma, carnes, ovos, leite e derivados, estão fora da sua dieta.

Porém é diferente do veganismo. Mesmo que possua a mesma restrição, o veganismo é um estilo de vida  voltado ao não consumo de produtos de origem animal, desde alimentos, vestuários e produtos testados em animais, enquanto o vegetarianismo é uma “dieta”.

Mas qual escolher?

Muitas pessoas ficam na dúvida de qual é a melhor escolha. Bem, isso é pessoal.

Entretanto, é importante lembrar que enquanto o vegetarianismo é voltado para mudança de dieta, o veganismo é mudança de mentalidade. 

Cada um possui suas particularidades, por isso a escolha precisa ser feita com cautela e de forma gradativa, pois independente da escolha, a mudança impactará diretamente na rotina.

Antes de tudo, é preciso buscar ajuda de nutricionistas para que a mudança da dieta alimentar seja feita de forma saudável,  tranquila e adequada.

Mercado do veganismo e vegetarianismo

Com cada vez mais adeptos, o mercado para esses nichos está crescendo cada vez mais. Segundo a SBV, com fonte em uma pesquisa realizada pelo IBOPE Inteligência em 2018, 14% da população brasileira já se declarava vegetariana.

Em relação ao número de veganos no Brasil, não há pesquisas que nos revele a porcentagem de pessoas optantes. Entretanto, a SBV estima que dentre os 30 milhões de vegetarianos no Brasil, cerca de 7 milhões seriam veganos.

Com números tão grandes, o mercado ainda precisa se esforçar muito para atender as necessidades desse grupo.

Entre as iniciativas atuais, se destaca uma das tendências que promete revolucionar esses estilos de vida e dieta agora em 2022, é a plant-based foods. Produtos à base de plantas, entre eles carnes, aperitivos e lanches.

O número de restaurantes especializados nesse nicho vem crescendo, trazendo mais opções para os veganos e vegetariano, como é o caso do Burger King, que no dia 14 março desse ano, lançou um piloto, de uma loja totalmente vegana, em Londres e seu funcionamento durou um mês para finalidade de teste. As receitas dos produtos desenvolvidos juntamente com a inglesa Sociedade Vegana.

Com essa alta demanda, os food services estão inserindo em seus cardápios pratos voltados a esse público, com o intuito de atraí-los e fidelizá-los.

Porém, não é apenas o mercado alimentício que está lucrando com esse nicho. Segundo dados da ReportLinker, o mercado global de cosméticos veganos deve chegar a US$ 21,4 bilhões até 2027.

O mercado vegano e vegetariano não tem indícios de que irá desacelerar, muito contrário, a tendência é crescer e se tornar um mercado ainda mais consolidado.

Conclusão

Em suma, neste artigo vimos que o veganismo e o vegetarianismo por mais que possuem a mesma ideologia, que é a defesa ao meio ambiente e aos animais, possuem as suas diferenças.  Além do mais, é um mercado em constante expansão, no qual se bem investido, o retorno é satisfatório.

 

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Ana Moraes

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